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Histórico

CONEMAC

Entre os dias 27, 28 e 29 de novembro de 2018, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), por meio de sua Pró-reitoria de Extensão (PRX), realizará o seu V Congresso de Extensão e a V Mostra de Arte e Cultura – CONEMAC. 

Tratam-se de eventos realizados anualmente que destinam-se à socialização dos resultados dos programas e projetos de extensão e de atividades artísticas e culturais desenvolvidos por discentes e servidores do IFSP em articulação com a comunidade externa.

Em linhas gerais, são abordados temas como a valorização dos Direitos Humanos e da Diversidade, Trabalho, Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia, Arte e Cultura.

Nesse ano, o V CONEMAC será sediado pelo câmpus Barretos do IFSP.

Confiram a programação e participem!

 

HISTÓRICO

 

I CONEMAC 

O I CEMAC foi realizado nos dias 6 e 7 de novembro de 2014, no câmpus Avaré, e foi aberto à comunidade interna e externa, contando com um público de 400 pessoas. O evento teve como objetivo apresentar e socializar projetos de extensão de diversos câmpus do IFSP, além de promover apresentações artísticas e culturais, fomentando a integração, o desenvolvimento artístico-cultural e a valorização da diversidade no interior da instituição. Foi realizada conferência sobre os desafios e perspectivas da extensão na Rede Federal, mesas redondas com os temas: “Mulheres Mil: costurando experiências”, “Educação, Arte e Trabalho” e “Cursinhos Populares” e oficinas de cultura popular, literatura, xadrez, origami (dobradura) e robótica. Houve também 62 sessões de comunicação oral e 77 pôsteres expostos. Na Mostra de Arte e Cultura, tivemos apresentações de dança, artes cênicas, música, artes visuais, vídeos e atividades formativas.

Acesse aqui as fotos do I CONEMAC!

 

II CONEMAC

O II CONEMAC (antigo CEMAC) foi realizado entre os dias 3 e 5 de novembro de 2015, no câmpus Catanduva. Prestigiado por 2000 pessoas, o evento foi aberto à comunidade interna e externa e teve como eixos norteadores a valorização da diversidade, a importância dos direitos humanos, a sustentabilidade, a educação e a cultura. Foram apresentados mais de 160 trabalhos, divididos em comunicação oral, pôsteres e atividades formativas. As palestras e conferência tiveram como temática central a democratização e gestão da cultura. Além de mesas redondas sobre história e cultura africana e afro-brasileira, educação popular e formação de professores, os minicursos focalizaram os temas Economia Solidária, Luta feminista e Canto e percussão. A Mostra de Arte e Cultura evidenciou as relações raciais e de gênero em espetáculos teatrais e musicais renomados. O evento contou também com 44 apresentações de música, artes cênicas e dança, além de exposição de artes visuais e cine minuto.

Acesse aqui as fotos do II CONEMAC!

 

III CONEMAC

O III CONEMAC (antigo CEMAC) foi realizado entre os dias 8, 9 e 10 de novembro de 2016 no câmpus Sertãozinho do IFSP. O evento foi prestigiado por cerca de 3000 pessoas e objetivou fortalecer a cultura extensionista, responsável por ampliar a troca de conhecimentos e saberes entre o instituto e a comunidade, consolidar, no âmbito do IFSP, o debate acerca dos direitos humanos e justiça e estender a reflexão sobre o importante papel da cultura nas instituições de ensino. Além de 140 comunicações orais, 160 pôsteres e 28 atividades formativas, toram realizadas oficinas de sustentabilidade, história e cultura afro, grafite, reciclagem, jogos de tabuleiro, entre outras. Mesas redondas e palestras abordaram as temáticas educação e cinema, educação quilombola, educação popular, gênero e educação. Já a programação cultural contou com mais de 70 apresentações entre música, dança, artes cênicas, artes visuais e cine minuto.

Acesse aqui as fotos do III CONEMAC!

 

IV CONEMAC (I Jornada do IFSP)

O IV CONEMAC foi realizado no período de 6 a 9 de novembro de 2017 no câmpus Cubatão do IFSP e contou com a apresentação de 93 comunicações orais, 44 pôsteres, 36 trabalhos artísticos e culturais (cine minuto, artes visuais, música, dança e artes cênicas), além de mesas redondas, atividades formativas, apresentações artísticas convidadas e uma feira de economia solidária. É importante observar que o IV CONEMAC ocorreu durante a I Jornada do IFSP: Inovando, Diversificando e (Re)Construindo, um evento que reuniu os três maiores congressos realizados pelo IFSP – CONEPT (Ensino), CONICT (Pesquisa) e CONEMAC (Extensão) e cerca de 7000 participantes.

Acesse aqui as fotos do IV CONEMAC!

 

Espaços

Mulheres, pesquisadoras e cientistas. Por que não?

Marie Curie foi a primeira mulher do mundo a ganhar um prêmio Nobel. Mas o trabalho dessa pesquisadora nem sempre foi reconhecido. 

Assim como ela, muitas mulheres extremamente importantes para os diversos campos do conhecimento tiveram que lutar contra os estereótipos e preconceitos de sua época para trabalhar nas carreiras desejadas e ter o seu trabalho reconhecido, algo que, muitas, infelizmente, nunca tiveram.

Elas quebraram regras, se depararam com dificuldades como a falta de espaço para trabalhar, falta de recurso, muitas tiveram que publicar usando pseudônimos.

Muitas pessoas simplesmente achavam que as mulheres não eram tão inteligentes quanto os homens!

A nomeação dos espaços que compõem o V CONEMAC é uma homenagem às mulheres que mudaram a nossa sociedade.

É importante destacar que o IFSP, enquanto instituição de educação profissional, científica e tecnológica, tem o compromisso com uma formação de qualidade para todos e todas e, sobretudo, contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e que ofereça oportunidade para todos e todas!

Confira um pouquinho da história dessas mulheres. 

 

Bertha Lutz

Ativista pelo feminismo, bióloga e política brasileira.

Formada em Ciências Naturais pela Sorbonne-Paris (1918) e em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1933), Bertha Lutz foi a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil. Entre 1919 e 1929, participou da fundação da Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e da União Universitária Feminina. No período de inserção na política, a partir de 1934, foi ativa na defesa do conhecimento científico brasileiro, da formação científica, do combate à doenças, da proteção à natureza e conservação da fauna e da flora brasileira, na legislação trabalhista com relação ao direito feminino ao trabalho, contra o trabalho infantil, direito a licença maternidade e a equiparação de salários e direitos.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertha_Lutz

 

Grace Hopper

Almirante da Marinha e Cientista da Computação

Conhecida como a mãe da programação de computadores, foi doutora em matemática e trabalhava como professora quando, na Segunda Guerra Mundial, se juntou ao “Mulheres Aceitas para o Serviço Voluntário de Emergência” (WAVES na sigla em inglês) da Reserva Naval dos Estados Unidos. Nesse período, foi destacada para programar um dos primeiros computadores eletrônicos. Inventou a linguagem de programação Flow-Matic, que levou à criação da Cobol, a primeira linguagem universal de computação.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Grace_Hopper e As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

Hedy Lamarr

Inventora e atriz de cinema

Nascida na Áustria, ficou famosa em filmes como Êxtase (1933) e Sansão e Dalila (1949). Durante a Segunda Guerra Mundial, ajudou a desenvolver o espalhamento espectral por salto de frequência (FHSS). A ideia não foi usada à época, mas os militares norte-americanos perceberam sua utilidade nos anos 1960, usando-a para controlar torpedos e comunicações. A tecnologia é útil também para a comunicação entre dispositivos eletrônicos, servindo de base para o GPS, Bluetooth e Wi-fi.

Fonte: As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

Jane Goodall

Primatóloga, etóloga e antropóloga

Sem educação formal, Jane sempre desejou ir à África estudar a vida selvagem. Economizando dinheiro em trabalhos como secretária e garçonete, conseguiu ir para o Quênia. Lá, foi contratada como secretária do paleoantropólogo Louis S.B. Leakey que, reconhecendo seu potencial científico, providenciou que ela fosse estudar sobre primatas. Foi fazer pesquisa de campo em Gombe, na Tanzânia, onde viveu entre os chimpanzés e conseguiu documentar comportamentos jamais vistos antes, como usar galhos como ferramentas. Desde então, Jane concluiu um doutorado na Universidade de Cambridge e, patrocinada pela National Geographic Society, descobriu ainda hierarquias sociais complexas entre os chimpanzés, bem como personalidades distintas e capacidade para compaixão e crueldade. Fundou a organização Jane Goodall Institute, para ajudar a proteger os chimpanzés e seu habitat, e hoje trabalha como mensageira da paz da Organização das Nações Unidas.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/02/quem-e-jane-goodall e As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

Mamie Phipps Clark

Psicóloga e ativista de direitos civis

Como psicóloga, oferecia ajuda psicológica para famílias da comunidade negra de Nova York. Foi a segunda pessoa afro-americana a concluir o doutorado na Universidade de Columbia, onde focou seus estudos no desenvolvimento da autoconsciência de crianças negras em idade pré-escolar. Participou do "experimento das bonecas", em que crianças recebiam uma boneca negra e uma branca, e eram questionadas sobre qual boneca era a "mais legal" ou qual era a boneca "má". O estudo provou que a segregação racial prejudica as crianças e fere sua autoestima.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mamie_Phipps_Clark e As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

Nise da Silveira

Médica psiquiatra

Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou aos 21 anos como a única mulher entre os 157 homens da sua turma. Nise lutou contra as formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Em 1944, trabalhando no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro, criou ateliês de pintura e modelagem, em substituição às tarefas de limpeza e manutenção que os pacientes exerciam sob a alcunha de terapia ocupacional, com o objetivo de ajudar os doentes a reatar seus laços com a realidade por meio da expressão artística.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nise_da_Silveira

 

Patricia Bath

Oftalmologista e inventora

Concluiu o ensino médio em dois anos e meio, contra os quatro anos tradicionais do ensino médio norte-americano. Numa época em que muitas escolas da época só aceitavam brancos, conseguiu terminar a faculdade de medicina na Universidade Howard. Tornou-se pioneira em campanhas baseadas no trabalho voluntário para levar cuidados oftalmológicos a pessoas pobres. Patricia foi a primeira mulher negra a concluir a residência em oftalmologia na Universidade Columbia, a servir como cirurgiã no Centro Médico da Universidade da Califórnia em Los Angeles, a lecionar na escola de oftalmologia da mesma universidade, a liderar um programa de pós-graduação em oftalmologia e a obter uma patente médica, em 1988, com a Sonda Laserphaco, usada para tratar catarata.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Patricia_Bath e As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

Valentina Tereshkova

Engenheira e cosmonauta

Vinda de uma família proletária, trabalhou em uma fábrica têxtil, onde participava de um clube de paraquedistas amadores. Aos 24 anos começou a estudar para se qualificar como cosmonauta, quando o Programa Espacial Soviético considerou enviar mulheres ao espaço. Sem educação universitária, mas uma paraquedista experiente, foi selecionada, entre outras três mulheres, e após meses de testes, que incluíram aprendizagem de pilotagem de jatos, testes em centrífugas e isolamento completo, para ir ao espaço na nave Vostok VI, em 1963, onde orbitou 48 vezes a Terra. Suas fotos do espaço contribuíram para um melhor entendimento da atmosfera terrestre. Depois do voo, Valentina concluiu um doutorado em Engenharia e continuou a trabalhar com o programa de cosmonautas. Após sair do programa espacial, tornou-se membro do parlamento da URSS e em 2011 foi eleita deputada pelo partido Rússia Unida.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Valentina_Tereshkova e As Cientistas - 50 mulheres que mudaram o mundo, de Rachel Ignotofsky

 

 

Mapa do Câmpus